Segunda-feira, 20 de Setembro de 2010
Vilarinho da Furna está de luto - X

O Henrique ainda não percebeu que a AFURNA não está interessada no seu
modelo de gestão para nada. Se faz favor, vá vendê-lo para outra freguesia,
onde lhe paguem melhor por ele.
Era só o que faltava recebermos conselhos de quem, relembro, tem o desplante
de afirmar "Só que aqui chegados devo dizer que então, como me tenho cansado
de dizer, o problema dos fogos não existe nem Vilarinho está de luto" (HPS,
Tuesday, September 14, 2010 11:50 AM).  E se não existe em Vilarinho, como é
que existe o problema do fogo em Portugal? Se um dia lhe arder a casa,
talvez comece a perceber que, afinal, é capaz de haver um pequeno problema
com o fogo por estas bandas.
Continue lá com as suas parafernálias à vontade, que a AFURNA continuará
aconselhada e devidamente assessorada por alguém que, nessa matéria, e não
só, considera melhor habilitado que o Henrique Pereira dos Santos.
Manuel Antunes

NB - Esta mensagem está escrita segundo o Novo Acordo Ortográfico da Língua
Portuguesa, exceto nas gralhas e citações.
----- Original Message -----
From: "Henrique Pereira dos Santos" <as1075017@sapo.pt>
To: "'Manuel Antunes'" <mantunes@mail.telepac.pt>
Cc: "'AMBIO'" <ambio@uevora.pt>
Sent: Tuesday, September 14, 2010 1:21 PM
Subject: RES: [ambio] Vilarinho da Furna está de luto


"O Henrique insurge-se contra o tomar medidas para evitar (tanto quanto
possível) os incêndios. Eu insurjo-me contra essa parafernália para os
apagar e fazer política à custa deles. São gostos... e não só."

Eu presumo que o Manuel sabe ler.
Portanto o que aqui diz não é com certeza por não ter lido o que escrevo
(doutra forma não me respondia) mas sim porque como não consegue explicar a
lógica de gestão da Afurna para o monte de Vilarinho e não tem argumentos
para responder em concreto ao que propuz (ganhar dinheiro com o fabuloso
capital natural que tem entre mãos em vez de perseguir um fantasma
produtivista deficitário e dependente de ajudas externas), quer desviar a
convesa atribuindo-me posições que sabe perfeitamente que não tenho.
Não me tenho cansado de chamar a atenção para o excesso de dinheiro posto no
combate (coisa que o Manuel efectivamente não faz, aproveita cada fogo e
cada oportunidade para dizer que os recursos deviam era estar na sua mão e
não na mão do Estado, mas nunca discute aplicações alternativas para os
recursos existentes).
É completamente ridículo, depois de tudo o que tenho escrito sobre controlo
de combustiveis escrever a frase  que citei.
É completamente ridículo, depois do que tenho dito sobre os fogos
controlados (relativamente pouco porque é uma coisa adquirida, pelo menos em
tese) e sobre o uso de cabras e sobre a necessidade de encontrar economias
que tornem sustentável a gestão de combustiveis escrever a frase que citei.
Se quiser ler mais um bocado, vá ao site ver o que faz a ATN com
incomparavelmente menos recursos que a Afurna, e numa situação muito mais
desfavorável. E esteja à vontade porque é trabalho é de outros, não é meu, e
no que diz respeito à gestão do fogo até tenho algumas divergências
importantes com a direcção da ATN. Mas vá lá e perceba que há alternativas.
Não precisa de viver permanentemente em guerra com tudo e todos para sacar
dinheiro ao Estado, o capital que tem entre mãos é rentável desde que a
AFURNA (a sua direcção, evidentemente) se disponha a deixar-se de usar estes
truques baixinhos como o que usou para me encostar aquela que é a verdadeira
posição da AFURNA: fazer estradas, fazer povoamentos, fazer pontos de água,
fazer operações de silvicultura preventiva, gerir equipas de sapadores,
etc.,  para obter uma produção que não paga os gastos se pelo meio não se
conseguir sacar o suficiente dos contribuintes à custa do fadinho da
tragédia.
Ora essa posição é exactamente a mesma das pessoas que têm tomado decisões
sobre os fogos e as florestas.
De forma sistemática, pública, visível tenho contestado essa política, pondo
sempre a tónica na gestão de combustiveis e reduzindo os fogos à sua real
dimensão (que é grande do ponto de vista económico em especial para a
fileira do pinho, e menos para as outras fileiras florestais, mas isso é um
problema ds operadores económicos dessas fileiras, não é um problema do
contribuinte, e que é grande do ponto de vista do alarme social mas que tem
uma importância mais que marginal para a conservação).
Não me faltava mais nada que agora estar a ouvir um digno representante da
velha escola de ganhar dinheiro com o pinho, privatizando os lucros e
socializando os prejuízos a tentar inverter as posições de cada um na
discussão.
Retórica está bem (de maneira geral é fraca mas quem dá o que tem a mais não
é obrigado), mas má-fé dispenso.
henrique pereira dos santos




publicado por MA às 12:44
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